
Recordando que Isaltino Morais quando desempenhando as funções de ministro das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente do governo de Durão Barroso, foi forçado a demitir-se por envolvimento num escândalo relacionado com contas bancárias sedeadas na Suíça e é agora acusado de corrupção passiva, branqueamento de capitais, abuso de poder e fraude fiscal, apenas consigo formular uma questão:
Ou os delegados do Ministério Público desconhecem a lei vigente (falta demasiado grave para ser contemplada sequer como hipótese), ou este “esquecimento” não é mais que uma manobra para permitir que “certas figuras” da cena político-partidária nacional se eximam a condenações garantidas?
Esta situação, já de si mais que grave, levanta outras questões:
Quem virá agora reclamar ao Procurador-geral da República mais um “rigoroso” inquérito?
A assim ser, quanto tempo iremos nós, cidadãos contribuintes, esperar pela conclusão do inquérito e pela desmontagem do que tudo indica tratar-se de mais uma “teia de favorecimentos”?
Para quem tenha julgado exagerado o comentário que há dias aqui deixei e a antevisão de mais uma habilidosa escapadela à justiça, termino citando um jornalista do DIÁRIO DE NOTÍCIAS de hoje, que concluía assim o seu artigo: «Ao que apurou o DN, o MP não vai recorrer. Assim, segue-se agora o interrogatório ao construtor civil. Mas, "o processo corre o risco de ser arquivado caso apresente factos que deitem por terra os crimes referidos na acusação relativos a todos os arguidos", disse ao DN fonte judiciária. Todavia, "se as explicações não forem satisfatórias, a acusação mantém-se".»
Por outras palavras, já se vai preparando a opinião pública para o arquivamento de um processo que além do presidente do município de Oeiras inclui ainda Luís Todo Bom (antigo presidente da Portugal Telecom e antigo líder distrital de Lisboa do PSD), o filho de Isaltino Morais (Pedro Morais), ambos por fraude fiscal e Floripes Morais (irmã de Isaltino Morais), também acusada do crime de branqueamento de capitais.
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