

Reagindo à notícia a comissária Neelie Kroes, veio lembrar que o código fonte pode não ser o bastante para uma correcta informação, tanto mais que normalmente os programadores disponibilizam informação adicional aos códigos que desenvolvem.
A esta realidade a que aludiu a comissária europeia há que juntar o facto de que o código fonte do “Windows” deverá ser composto por largos milhares de linhas, pelo que os seus potenciais utilizadores terão que despender milhares de horas de trabalho até conseguirem entendê-lo na íntegra e assim habilitarem-se ao desenvolvimento de programas genuinamente compatíveis com aquele sistema operativo.
Para se ter uma ideia da dimensão do “negócio”, recorde-se que 90% dos computadores pessoais em funcionamento utilizam o “Windows” como sistema operativo, facto que tem motivado inúmeras queixas de muitos programadores uma vez que os seus produtos encontram normalmente problemas de compatibilidade com aquele sistema, os quais não podem ser resolvidos de forma expedita por desconhecimento do respectivo código fonte.
Esta situação, originada pela Microsoft com o lançamento do “Windows 1.0” em 1985 (versão que não conheceu grande sucesso), foi-se agravando à medida que o sistema operativo se foi tornando mais popular (em 1992 com a versão 3.1) até culminar com a actual “Windows XP”, sendo o seu sucesso resultado do facto de ter combinado as virtualidades de um sistema operativo (indispensável em qualquer computador para suporte de outros programas e gestão dos periféricos) com as vantagens de um ambiente gráfico.
Esta ideia não foi, como muita gente pensa, desenvolvida apenas pela Microsoft, mas também por outras empresas como a Digital Research e a Apple, sendo mesmo correcto afirmar que o sistema de ícones e janelas, que popularizou o “Windows”, consiste numa cópia descarada do sistema MAC-OS desta última.

Em resumo, seja pela pressão da comissão europeia seja pela dos utilizadores do Linux, a Microsoft parece condenada a ter que “abrir” um jogo que até agora tem mantido fechado para seu exclusivo lucro (e que lucros… Bill Gates é há vários anos considerado o “homem mais rico do mundo” pela revista Fortune).
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