
Trata-se da história de um certo Martim Regos, nascido como o seu autor no Ribatejo (Torres Novas), que mais tarde se refugiará em Granada (na época ainda bastião muçulmano) onde se converte ao islamismo. A roda da fortuna (ou da desventura) vai levá-lo a correr o mundo, nomeadamente os continentes que na época se começam a tornar conhecidos na Europa.
Beneficiando da sua dupla identidade (mouro ou cristão conforme a necessidade) assumirá mesmo o papel de espião de D. João II na importante tarefa de estimar a distância até à Índia.
Enquanto percorre o mundo carrega consigo os conhecimentos legados pelo seu pai adoptivo muçulmano e as inquietações próprias de todas as épocas, nomeadamente as de uma época de mudança como aquela em que o autor situou a sua existência (transição entre os séculos XV e XVI).
Para quem gostar do género literário (romance histórico), para quem queira “viver” a época de ouro portuguesa ou “sentir” uma perspectiva sobre a dualidade religiosa, A Lenda de Martim Regos é seguramente um livro a ler…
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