Passando hoje mais um aniversário do seu nascimento (o 137º), nada mais oportuno que lembrar aqui uma das maiores figuras mundiais e das que seguramente marcaram o seu tempo e as gerações que lhe sucederam.

Ligado desde muito cedo aos movimentos dos direitos dos oprimidos, iniciou o seu processo de activista na África do Sul lutando contra o sistema de “apartheid”, após a I Guerra Mundial viria a engrossar a longa lista dos opositores à colonização inglesa da Índia. Diversas vezes preso, nunca abdicou da defesa dos seus princípios de não-violência e muito contribuiu para a formação e crescimento de um sentimento independentista entre os seus compatriotas.
Lançou diversas formas de luta de oposição do governo imperial de Sua Majestade Britânica e aos seus representantes locais, organizando movimentos de contestação baseados em princípios não violentos mas profundamente apontados aos interesses económicos da potência colonial.


Esta viria a ser alcançada em 1947, não sem antes se terem repetido os movimentos de contestação e uma importante campanha organizada durante a II Guerra Mundial que originaria milhares de prisões (entre elas mais outra do próprio Gandhi).
Contrariamente ao que seria de supor, a luta de Gandhi não terminou com a conquista da independência, apenas conheceu um novo rumo. Garantida a partida dos ingleses a sua causa principal passou a ser a da união entre hindus e muçulmanos algo que nunca veria concretizado e que acabou por estar na origem do seu assassinato por um extremista hindu.
Gandhi liderou o seu povo à independência face à Inglaterra mediante o recurso a formas não violentas de contestação, principalmente negando aos ingleses todas as formas possíveis de cooperação entre colonialistas e colonizados e logrou isto sempre dentro do respeito da figura humana e dos princípios da não-violência.
Se por mais não fosse, o seu determinante contributo para a demonstração da eficácia de acções não-violentas como forma de manifestação de protesto e conquista de direitos seria razão suficiente para que o seu nome e os seus ensinamentos passem a constituir pedra fundamental na evolução da humanidade e farol guia da actuação da mesma.
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