O jornal PUBLICO mantém na sua página on-line a referência ao valor que a CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS terá acordado pagar ao “mundo do futebol” no âmbito da sua mais recente campanha publicitária.

Assim, nada custa acreditar que uma das principais instituições financeiras nacionais destina parte substantiva do seu orçamento publicitário para pagamentos a um sector de actividade sob o qual impendem as maiores suspeitas (muitos afirmam mesmo que estas são certezas, porque ninguém desconhece a situação de irregularidade fiscal que grassa no pagamento dos escandalosos salários de futebolistas, treinadores e dirigentes) de irregularidades financeiras.
Mais, considerando o facto da CGD ser um banco de capitais públicos, ninguém me impede de pensar que esta “estratégia” foi previamente conhecida do governo e por este sancionada.
Não que me espante o sancionamento governativo (estamos todos bem cientes das constantes e profundas ligações entre o mundo dos dirigentes desportivos dos principais clubes de futebol nacional e o mundo dos políticos que é suposto agirem e defenderem os interesses de TODOS NÓS), nem a triangulação entre os mundos do futebol, da finança e da política; o que espero é que definitivamente fique desmascarada esta enorme promiscuidade que, entre outras, há vários anos vem minando o tecido social e económico nacional.
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