Se as afirmações constituem factor de acréscimo de confiança no trabalho que o LNEC estará a produzir, já a indicação dos nomes de alguns daqueles especialistas pode ser interpretado em sentido inverso.
Como se não bastasse o facto das opções em análise se limitarem à famigerada Ota e à recente Alcochete, afastando liminarmente outras opções como a Portela +1 e não prevendo a indispensável avaliação do que em termos técnicos se designa por opção 0 (na prática não construir nova unidade), ainda se verifica que os especialistas externos são, na sua maioria, os mesmos que já avaliaram e se pronunciaram favoravelmente à opção Ota.
Não estando em causa a credibilidade do LNEC (organismo cuja valia técnica, no ramo das engenharias, é sobejamente reconhecida no país e no estrangeiro), já algumas das escolhas podem ser questionadas e, no mínimo, colocar em sérios riscos a credibilidade do resultado final.
As notícias que de ora em quando vão surgindo, longe de afastarem antes avolumam as certezas de que o aparente recuo do governo de José Sócrates não passa de uma manobra dilatória para no final do ano voltar a “impingir-nos” uma solução já amplamente demonstrada como trágica.
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