quarta-feira, 1 de setembro de 2010
NÓS E OS OUTROS
domingo, 29 de agosto de 2010
A NOVA NEW ORLEANS NÃO É PARA POBRES
sábado, 28 de agosto de 2010
IRÃO OU NÃO...
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
CABRAS-BOMBEIRO
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
QUO VADIS IRAQUE?
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
MÃOS VAZIAS
sábado, 14 de agosto de 2010
ANO INTERNACIONAL DA JUVENTUDE
terça-feira, 10 de agosto de 2010
PÃO E OPORTUNISMO
sábado, 7 de agosto de 2010
MAIS EDUCAÇÃO
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
GRANDES NEGÓCIOS
Embora em aparência a questão da tributação das mais-valias pareça resumir-se a uma questão do foro fiscal, o que ela na realidade revela é um elaborado mecanismo de concentração da riqueza. Quando, a pretexto da defesa do crescimento económico de regiões ditas desfavorecidas, se elaboraram leis prevendo isenções fiscais para empresas e negócios o resultado acaba por ser o favorecimento destas e dos seus proprietários em detrimento do resto das populações.
Será preciso, em especial na actual conjuntura, recordar que cada cêntimo assim escamoteado aos cofres públicos é mais um cêntimo que os poderes públicos exigirão a todos os não accionistas das PT’s que pululam por esse mundo fora?
É esta a justa repartição de esforços que os políticos que nos têm governado entendem adequada? ou, pelo contrário, tudo isto não passa de mais uma clara demonstração da forma como temos vindo a ser esbulhados da riqueza que produzimos?
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NOTA: Este "post" foi originalmente publicado no dia 03 de Agosto; dificuldades na inserção da imagem fizeram com que hoje, após a sua resolução, a ele tenha regressado originando a sua republicação com a data actual.
IDEIAS PRÓPRIAS
sábado, 31 de julho de 2010
ESPIÕES SEM CONTROLO
quinta-feira, 29 de julho de 2010
A BOMBA AFEGÃ
A fuga de informação agora registada tem ainda o inegável mérito de recordar que os tempos podem não ser muito diferentes da época da Guerra do Vietname e este continua, para o melhor e o pior, a constituir um fantasma que a sociedade americana nunca logrou exorcizar e ainda menos agora quando se discutem os milhões de dólares gastos nas guerras, no apoio ao “aliado” Paquistão , ou se anuncia, como fez hoje o EXPRESSO, que «Pentágono confirma que Bradley Manning é suspeito de fuga de documentos».
segunda-feira, 26 de julho de 2010
T(I)ER OU NÃO T(I)ER
A avaliar pela primeira página do ECONÓMICO não deveria haver mais lugar a preocupações.
Notícias como a de que os «Bancos portugueses são os mais sólidos do Sul da Europa» ou a de que a «Banca brilha em bolsa com nota positiva nos “stress tests”», deveriam confortar todas as almas e o Sol deveria até (como tem acontecido nos últimos dias) ter nascido mais quente e radioso.
O problema é que os resultados tão amplamente propagandeados – até o ministro «Teixeira dos Santos diz que bancos portugueses passam "confortavelmente" nos testes» – podem ser profundamente enganadores. O próprio ECONÓMICO, fazendo eco de comentários de Nouriel Roubini que destaca o facto dos «…testes consideram apenas os títulos de dívida nos balanços de 'trading' dos bancos…», veio lembrar que os «Testes de stress à banca europeia não são realistas»; seguindo a mesma linha de raciocínio, um relatório do CITIGROUP (referido na notícia «24 bancos falhavam testes mais duros, nenhum nacional»), assegura que «…se os testes avaliassem as perdas com títulos de dívida pública contabilizados nos balanços dos bancos e não apenas nas actividades de 'trading', 24 instituições europeias chumbavam nas avaliações…».
Mesmo sem entrar num nível de crítica por vezes difícil de explicar ao cidadão comum, bastará recordar que um dos pressupostos do modelo de avaliação e critério principal para os resultados finais é o do cumprimento do rácio TIER 1[1], que os autores fixaram num mínimo de 6%, donde resulta que sendo o limiar mínimo de capital necessário tão baixo, tão baixo, o “conforto” que assegura é mesmo mínimo e poucas garantias deve proporcionar a quem efectivamente se preocupe com a questão.
Considerar que empresas asseguram uma boa e saudável situação financeira com rácios de fundos próprios (TIER 1) daquela ordem de grandeza é participar numa farsa e louvar os quatro bancos portugueses avaliados por terem uma média de 8,4% é pura mistificação, tanto que os próprios bancos exigem das empresas que financiam rácios de cobertura de capital bem superiores aos que lhe foram agora exigidos.
[1] O TIER 1 é um indicador que avalia a saúde financeira de um banco; consiste primariamente do capital próprio da instituição, mas pode também incluir acções preferenciais desde que estas não sejam resgatáveis. O rácio TIER 1 é o rácio do capital próprio do banco sobre os seus activos ponderados pelo risco, ou seja a totalidade dos activos detidos pelo banco, ponderados pelo risco de crédito.
sábado, 24 de julho de 2010
LEVAR COM A PORTA
Precisamente esta semana o WASHINGTON POST surpreendeu com a publicação de um extenso trabalho de investigação jornalística sobre o funcionamento das múltiplas agência de investigação norte-americanas (tema que abordarei a seguir) e com a divulgação do memorando com que Inga-Britt Ahlenius[1], ex-directora do Departamento de Serviços Internos de Supervisão (OIOS) da ONU abandonou aquelas funções.
Segundo a notícia, a especialista em auditoria, acusa o Secretário-geral, Ban Ki-moon, de sabotar o seu trabalho e de conduzir a ONU para uma era de declínio.
Polémicas aparte, Ahlenius não bateu apenas com a porta... fê-lo em cheio sobre a principal figura da ONU, que sempre tem procurado apresentar-se como um modelo de seriedade e transparência.
As suas declarações podem vir a revelar-se importantes quando no próximo ano houver lugar à recondução (ou não) de Ban Ki-moon, tanto mais que o chefe de gabinete do Secretário-geral já veio a público (e aos jornalistas) lembrar que “Ban fez muito pela ONU”[2]. Aquela mesma ideia é referida na notícia que o I publicou sobre o assunto, bem como o facto desta não ter sido a primeira vez que um alto funcionário da ONU tece duras críticas ao seu secretário-geral, pois já em 2009 tinha chegado à imprensa um memorando interno da autoria da embaixadora-adjunta da Noruega na ONU, Mona Juul,, no qual acusava Ban Ki-moon de ser um líder ausente, passivo e impotente
Assim, mesmo considerando que em quase todos os cargos que Ahlenius desempenhou se verificaram denúncias de idêntico calibre[3], a simples recordação de anteriores episódios e casos muito sombrios (como o célebre escândalo de corrupção que envolveu funcionários da ONU e o programa iraquiano que previa a troca de petróleo por alimentos) aumentam a credibilidade das críticas agora tornadas públicas.
[1] Inga-Britt Ahlenius é natural da Suécia, país onde desempenhou vários cargos nos ministérios do comércio, da indústria e das finanças, tendo entre 1993 e 2003 liderado o organismo de auditoria nacional sueco (o equivalente ao nosso Tribunal de Contas); na data da sua saída denunciou tentativas de limitação à independência daquele organismo. Após ter exercido as funções de auditora para o Kosovo, foi nomeada em 2005 para directora do Departamento de Serviços Internos de Supervisão (OIOS) da ONU, cargo em que seria reconduzida em 2007 pelo actual Secretário-geral, Ban Ki-moon.
[2] A notícia pode ser lida aqui, na página do LE FIGARO, e constitui, curiosamente, uma das poucas referências que sobre o assunto surgiram na imprensa francesa.
[3] Este facto e em especial a polémica após a sua saída da Auditoria Nacional Sueca, poderão explicar o facto da sua nomeação para o organismo de supervisão da ONU ter sido proposta pelos EUA e não pela Suécia, como teria sido natural.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
CHINESICES
Depois de um primeiro semestre marcado pela eclodir da crise da dívida grega e de sucessivos anúncios de descida nos “ratings” das principais economias europeias, o último dos quais ocorreu já esta semana quando o ECONÓMICO divulgou que a Moody’s voltara a cortar o “rating” da Irlanda, e quando em resposta os governos europeus se apressaram a anunciar todo o tipo de medidas conducentes à redução dos seus défices e que agradassem aos “mercados”, eis que a situação parece ter-se alterado pouco, ou nada.
Gostem, ou não, os paladinos das virtudes dos equilíbrios orçamentais, a situação descrita mais não faz que justificar os críticos daquela ortodoxia, bem como a ideia que o que realmente de “joga” neste momento não é a credibilidade dos Estados ou das economias mas sim a necessidade de introduzir oscilações nos mercados que originem acréscimos de ganhos aos que nele participam, papel que a Moody’s, Standard & Poor’s e Fitch (as três grandes empresas de notação de risco a nível mundial) têm cumprido na perfeição
Para aumentar a confusão – ou talvez não – surgiram recentes notícias de que uma nova empresa de origem chinesa (as outras três referidas são norte-americanas) – a Dagong – apresentou a sua própria classificação[1] para a dívida soberana das principais economias mundiais. Talvez para espanto de muitos os resultados apresentados não são substancialmente diferentes dos das três “majors”, salvo que aparentam uma maior consistência porque contrariamente àquelas apresentam uma distribuição mais equilibrada entre os diferentes graus de risco.
Uma rápida observação do quadro revela uma evidente tendência para que o maior número de observações apresentem uma classificação de qualidade média e que aquele número se reduza quando se caminha para qualquer dos dois extremos (risco muito baixo ou muito alto) ao contrário do que acontece com as outras três agências.
Mesmo sem perder que vista que esta nova agência tem por base o Banco Popular da China e o respectivo governo chinês merece a pena referir e analisar as conclusões daquele relatório, tanto mais que os resultados parecem bem fundamentados e, assim como assim, devem valer tanto como os dos consagrados que, recorde-se, falharam rotundamente na avaliação das emissões da dívida americana que esteve na origem do último “crash” de Wall Street e da sua propagação aos sistemas financeiros e económicos mundiais.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
QUIMERAS
Depois de há umas semanas ter apelado à contenção e à redução de despesas pelas famílias portuguesas (apelando à poupança de divisas e a um forte contributo para o reequilíbrio financeiro mediante a simples abdicação da realização de viagens ao estrangeiro), depois de na passada semana ter apontado, ex-cathedra, perante as câmaras da SIC os verdadeiros responsáveis pela crise que atravessamos (o despesismo dos líderes políticos que esqueceram a existência do Programa de Estabilidade e Crescimento comunitário[1]), eis que, segundo informa o PUBLICO nesta notícia, o Presidente da República se deslocou para Angola acompanhado «...da maior delegação de empresários de sempre...»; nada mais nada menos que 115 respeitáveis homens de negócios[2], além de três membros do Governo e a habitual delegação parlamentar.
Pretenderá Cavaco Silva impressionar o governo tal como nos idos de 1514 o então Rei de Portugal (Manuel de sua graça, ou o Venturoso de cognome) procurou impressionar a corte papal da época?
Não creio que o facto da economia angolana representar já o quarto maior cliente das exportações portuguesas e destas ascenderem em 2009 a mais de 2,2 mil milhões de euros, tenha sido o factor determinante daquele fenómeno; já o facto reconhecido das dívidas angolanas à economia portuguesa representarem cerca de 2 mil milhões de euros (90% do produto exportado em 2009) deverá constituir a principal razão para aquela anormalidade, pelo que a dimensão da comitiva presidencial constituirá uma mera função directa da dimensão daquelas dívidas e, quiçá, uma vã quimera na sua rápida regularização, apesar das notícias que hoje mesmo asseguravam que «Angola paga dívidas às PME portuguesas em dois meses».
[1] Ver a propósito esta notícia do ECONÓMICO: «Cavaco culpa líderes políticos por crise na Europa» e estoutra do JORNAL DE NEGÓCIOS: «A mensagem que passou foi gastem e ninguém se lembrou do PEC».
[2] A fazer fé nesta notícia do I, que confirma a enormidade da delegação, serão 135 os empresários que acompanham Cavaco Silva.
sábado, 17 de julho de 2010
PESSIMISMOS?
Já no distante século XVI, retratando a euforia expansionista da época, Luís Vaz de Camões celebrizou a figura do Velho do Restelo, criando assim no riquíssimo vocabulário nacional mais um sinónimo sob uma forma poética; só que tal como então, também agora muita gente – demasiada gente – se esquece que um pessimista não passa, geralmente, de um optimista realista.
Tão realista que apenas sorri quando lê na crónica de Manuel Maria Carrilho que «...agora o que se percebe é que os Estados, para salvarem os bancos, tiveram de - via emissão de obrigações - recorrer aos próprios bancos, que assim vivem com "passivos" constituídos pelo dinheiro que os Estados lhes emprestaram e com "activos" constituídos exactamente pelo mesmo dinheiro, depois emprestado aos Estados. E neste jogo andaram envolvidos, em toda a Europa, cerca de dois biliões e meio de euros» e mantém a esperança de que haja cada vez mais pessoas a interrogarem-se (e a pensarem) porque é que “estas coisas acontecem”...
Ou se limita a recordar que todos os sistemas financeiros assentam numa única premissa – a da confiança – quando lembram «...como há um ano, na Europa, no auge da crise financeira e das suas consequências, se garantia que, com o euro, tínhamos criado uma verdadeira - e esta palavra foi mil vezes repetida - fortaleza! Viu-se. Em poucos meses, o que se descobriu foi que a fortaleza tinha sido construída sobre areias movediças, e que agora o euro é, precisamente, o principal problema da Europa, e não só. Os cidadãos descobrem com estupefacção que o que era apresentado como um dos maiores trunfos da União Europeia se revela, de um dia para o outro, como a maior das suas fragilidades. Das vantagens da não desvalorização do euro passou-se às tremendas consequências da impossibilidade dessa mesma desvalorização para repor a competitividade e revitalizar as economias mais fragilizadas. E do elogiado retorno do Estado passa-se, de repente, à descoberta de um endividamento público que deixa a União Europeia à beira do abismo!»
Terão os governantes que tão prontamente acorreram a salvar os bancos entendido a real dimensão da sua decisão? E os seus parceiros da oposição (sempre tão lestos a criticar as políticas que acarretam o endividamento das gerações vindouras) foram igualmente incapazes de entenderem o fenómeno? Ou, pelo contrário, uns e outros sabiam bem o que estavam a fazer e quais os interesses que estavam a defender?
Eis o tipo de dúvida que não enrola apenas palavras vãs à volta de uma evidência que todos pressentimos; não se trata apenas de avaliar responsabilidades mas principalmente de aferir capacidades – e vontades – para uma efectiva mudança do que urge alterar – o modo de funcionamento dum sistema bancário alicerçado no efeito multiplicador do crédito e na pauperização de toda a sociedade para seu exclusivo benefício – em nome da melhoria geral.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
FALTA DE APOIO?
Na prática aquilo a que temos vindo a assistir consiste num jogo cruzado de informação e contra-informação utilizado a bel-prazer dos agentes intervenientes nos mercados de capitais e que, para cúmulo, têm contado com o apoio, consciente ou inconsciente, das chamadas forças políticas.
Deixando correr para os jornais notícias a conta-gotas ou manipulando o seu teor os agentes do mercado continuam a dizer hoje o que negaram ontem e o que afirmaram anteontem completamente impossível. Contando com o apoio (ou efeito de amplificação) dos grupos políticos cujo único objectivo é a ascensão ao poder para contentamento das suas clientelas, têm contribuído de forma decisiva para destruir as poucas esperanças de recuperação económica que realmente pudessem ter existido.
Exigindo dos governos a contenção dos défices, num dia, para noutro “castigar” as economias cujos governos não se mostram tão disponíveis para “ajudar” a banca, o que os “mercados”têm feito consiste numa verdadeira razia – no sentido histórico do termo, quando este era utilizado pelo império romano para designar os assaltos perpetrados pelas tribos bárbaras – nas economias cuja existência dizem defender e por cuja liberdade dizem bater-se.
E, por incrível que possa parecer, prova de que tal assim acontece pode ser encontrada no texto da própria notícia, quando a propósito do recente anúncio da descida dos “ratings” atribuídos pela Moody’s a oito dos principais bancos portugueses, o jornalista escreveu: «As descidas foram justificadas com a falta de apoio do Estado português ao sector financeiro. "O corte no rating dos oito bancos reflecte a fraca capacidade do governo de ajudar os bancos", afirmou Maria-Jose Mori, analista da Moody's, que acompanha a banca nacional».
Na prática o abusivo sistema baseado no crédito, que durante décadas sustentou uma aparência de crescimento económico que na realidade raramente aconteceu, permitiu uma acumulação de riqueza fora da esfera produtiva das economias (famílias e empresas) que depois de obrigada a financiar o seu salvamento, foi criticada pelos desequilíbrios originados (os fundos injectados pelos Estados cujas receitas fiscais não têm parado de ser reduzidas em nome da liberalização dos mercados), obrigada a aumentar a carga fiscal sobre as famílias e volta agora a ser penalizado por não se mostrar disponível (leia-se, por não ter meios nem lhos serem concedidos) para voltar a salvar os bancos.
A denúncia deste absurdo que continua a influenciar e a condicionar a vida diária de biliões de trabalhadores e das suas famílias é tanto mais urgente quanto continuamos a assistir diariamente aos inqualificáveis e desorientados discursos dos políticos (nacionais e estrangeiros, dos governos e das oposições).
É indispensável que as vozes que apontam soluções alternativas – como o fim do monopólio da emissão de moeda pelo sistema financeiro, a extinção de “off-shores” e outros paraísos fiscais e a imposição de normas estritas ao funcionamento do sistema financeiro – se façam ouvir e os políticos entendam que existe quem reconheça e denuncie as asneiras que persistem em fazer.
terça-feira, 13 de julho de 2010
FOLCLORE POLÍTICO
Perante isto não será de estranhar, como refere a própria notícia, que aquela foi «uma tarde sombria» e, pior terá sido, quando o antigo ministro das finanças do primeiro governo de José Sócrates defendeu a contabilização do voto em branco, gerando assim assembleias com um número variável de deputados.
Não será pois de estranhar que, como sugere o título da notícia, a proposta tenha “gelado” o PSD… e que o mesmo, diga-se, terá feito aos leitores dos outros quadrantes políticos.
Mesmo em tom brejeiro (e particularmente adequado à época estival) apetece-me deixar aqui algumas interrogações:
Porque é que estas individualidades raramente expressam ideias destas durante as suas passagens pelo poder?
Porque é que ideias destas (e tantas outras) que regularmente são recolhidas em reuniões de idênticas características ou expressas em artigos de opinião em jornais e na Internet, pela sua relevância não ganham foros de aplicação?
Como a época é particularmente propícia ao remanso e ao descanso aqui deixo de imediato a resposta: porque aquele tipo de ideias são geralmente pouco agradáveis – quando não profundamente lesivas – dos interesses do poder e dos sectores que o apoiam e portanto destinadas apenas ao folclore político.















