quarta-feira, 28 de março de 2012

EURODÚVIDAS…


Como entender notícias, como a que assegura que «Juncker diz que a “Europa será mais forte” depois da crise da dívida», especialmente depois de se saber que a «Espanha entrou em recessão», que foi a «Queda do PIB britânico no final do ano revista em baixa para 0,3%» e que apesar dum crescimento de 1,7% ao ano, o PIB francês dá evidentes sinais de estagnação ao crescer apenas 0,2% no último trimestre?

Mesmo tomando como bom o aforismo que garante que o que não nos destrói nos torna mais fortes, como ficará a Europa depois da crise?

Continuaremos a viver numa região económica que prima pela relevância da sua componente social ou pelo contrário estaremos a querer concorrer com as regiões onde impera uma lógica produtiva alicerçada em baixos salários?

Até onde poderão os actuais cidadãos europeus esperar rever-se no futuro modelo europeu, quando todos os sinais que nos rodeiam apontam apenas no sentido da destruição do modelo social construído a partir dos escombros do último conflito mundial.


As questões aqui levantadas, mais do que pertinentes, deveriam constar duma agenda política que os dirigentes nacionais e europeus se esquivam em debater, deixando aos cidadãos que afirmam representar apenas a alternativa do inconformismo e da revolta. A atestar pelos incidentes ocorridos no dia da última greve geral, envolvendo polícia e manifestantes, os poderes estabelecidos parecem bem conscientes (e a prepararem-se para esse cenário) da realidade…

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