quinta-feira, 1 de novembro de 2012
EXEMPLOS DE FORA…
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
A MEIA HASTE
domingo, 26 de julho de 2009
INFELIZMENTE É DOMINGO!
...e o trabalho doméstico de menores de 16 anos (em Portugal)1, restará alguma dúvida em algum espírito menos atento, que a actual conjuntura de crise económica está a ser aproveitada para uma nova ofensiva contra alguns ganhos sociais?2
Depois de termos assistido ao recurso aos orçamentos públicos para “salvar” os banqueiros que prosseguiram estratégias altamente especulativas, começámos a ouvir diariamente notícias sobre falências, despedimentos e “layoffs”, enquanto de quando em vez vão surgindo outras sobre a necessidade de reduzir os salários para viabilizar as empresas – tudo inserido numa estratégia que visa a manutenção dos lucros do lado do capital e a transferência dos custos para o trabalho – parece termos chegado agora à fase de consignar na legislação os ganhos de mais esta crise.
E esta é apenas mais uma etapa no processo através do qual os interesses que lucraram com as políticas de deslocalização empresarial e de globalização dos mercados se preparam para iniciar a fase de recuperação económica que aguardam ansiosamente em situação de ainda maior vantagem e tudo isto com o apoio dos políticos que fizeram eleger à sombra de promessas de melhorias globais.
Agora que se aproxima nova ronda eleitoral é uma óptima oportunidade para todos nós reflectirmos sobre aqueles que elegemos, sobre a forma como nos levaram ao engano e sobre como não repetirmos o mesmo erro... ou outro idêntico.
Mais do que avaliarmos as promessas de benesses, ou as de rigor e seriedade, deveremos exigir dos políticos e dos partidos a sufrágio princípios simples e concretos sobre programas governativos e visões claras do que entendem ser o melhor futuro.
Quer a maioria tente voltar a refugiar-se nos chavões eleitorais, nas promessas de mundos e fundos e em agradáveis cenários de mel e rosas ou em frases vagas e dúbias envoltas em roupagens de verdade e transparência, caberá aos eleitores a indispensável tarefa de recordar aquele que foi o seu passado próximo e as respectivas passagens pelos corredores do poder... vão ver que tudo ficará muito mais fácil!
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1 Notícias sobre estas matérias podem ser lidas no LE MONDE e no DN.
2 A avaliar por notícias recentes, como estas do PUBLICO ou do JORNAL DE NEGÓCIOS, os jovens europeus contam-se entre as camadas da populações mais atingidas pelo desemprego e, a avaliar pelos efeitos que as medidas agora tomadas poderão ter, a tendência não será para a melhoria.

